[{"data":1,"prerenderedAt":4},["ShallowReactive",2],{"blog-contratos-recorrentes-no-erp":3},"\u003Cp>A recorrência é a parte fácil. Você cadastra o cliente no Conta Azul ou no Bling, cria a cobrança mensal, define o valor e o dia do vencimento, e o sistema cuida do resto: boleto, nota, lembrete, baixa. Do ponto de vista do caixa, o contrato está sob controle.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>O desconforto vem numa pergunta simples, feita normalmente por alguém de fora do financeiro: &quot;manda aí o contrato assinado desse cliente&quot;. Aí começa a caça. Alguém procura no Drive, alguém procura no e-mail, alguém lembra que foi assinado por uma plataforma de assinatura e ninguém sabe quem tem o login. Quando o arquivo aparece, vem a segunda pergunta, pior: &quot;essa é a versão final mesmo?&quot;.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>O ERP sabe quanto o cliente paga. Ele não sabe o que foi combinado.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch2>O que o ERP faz bem, e faz sério\u003C\u002Fh2>\n\u003Cp>Conta Azul e Bling são bons no que se propõem. Eles cuidam da vida financeira e fiscal de uma empresa de serviço, o que inclui:\u003C\u002Fp>\n\u003Cul>\n\u003Cli>cobrança recorrente automática, com boleto, Pix ou cartão\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>emissão de nota fiscal de serviço com os tributos corretos\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>controle de inadimplência e conciliação bancária\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>fluxo de caixa, contas a pagar e a receber, DRE\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>integração com o contador, que é onde muita empresa pequena vive\u003C\u002Fli>\n\u003C\u002Ful>\n\u003Cp>Se o problema for &quot;não sei quanto tenho a receber&quot; ou &quot;esqueci de faturar dois clientes&quot;, o ERP resolve. Ele deixa de resolver quando o problema deixa de ser financeiro.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch2>O que fica de fora quando o contrato vive só no financeiro\u003C\u002Fh2>\n\u003Cp>O ERP guarda um registro de cobrança. É um retrato do resultado comercial: cliente, valor, periodicidade, vigência. É pouco perto do que um contrato de prestação de serviços carrega de verdade.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch3>Versões da negociação\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Contrato de serviço quase nunca é aceito de primeira. O cliente corta a cláusula de exclusividade, pede para trocar o prazo de pagamento de 15 para 30 dias, quer limitar a multa. Vão e voltam três, quatro versões por e-mail, cada uma com um nome de arquivo pior que o anterior (&quot;contrato_v3_final_REV_cliente_ok.docx&quot;).\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>O ERP conhece só o número final. Se um dia houver divergência sobre o que foi acordado, não há histórico de negociação para consultar, apenas uma pilha de anexos de e-mail sem ordem.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch3>A assinatura e a prova dela\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Um contrato faturando há nove meses no ERP pode nunca ter sido assinado. O sistema não checa isso, porque para ele o contrato passa a existir quando alguém digita um valor.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>E &quot;assinado&quot; não é só ter um PDF com um rabisco. Numa disputa, o que sustenta a assinatura eletrônica é a trilha: quem assinou, em que ordem, de qual IP, com qual autenticação, em que data e hora, com carimbo de tempo. Esse conjunto vive numa \u003Ca href=\"\u002Fassinatura-eletronica-de-contratos\">ferramenta de assinatura com trilha de auditoria\u003C\u002Fa>, não no financeiro.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch3>As obrigações que não são pagar\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Todo contrato de serviço tem obrigações dos dois lados que não têm nada a ver com dinheiro: SLA de atendimento, prazo de entrega, confidencialidade, propriedade intelectual do que foi produzido, aviso prévio de rescisão, nível de disponibilidade da equipe.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>O ERP não tem onde guardar isso, muito menos como cobrar o cumprimento. Não é para isso que ele foi feito.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch3>Os documentos do prestador\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Quando o outro lado é PJ, a regularidade dele vira risco seu. CND federal, CNDT, CRF do FGTS, contrato social, apólice de seguro em alguns setores. Tudo isso tem prazo de validade, e o vencimento não avisa.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>O financeiro sabe que precisa pagar a nota. Ele não sabe que a certidão do prestador venceu na semana passada, a não ser que alguém tenha construído esse controle fora do ERP.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch3>O aditivo, que é onde tudo trava\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Reajuste anual, aumento de escopo, mudança de prazo, troca do responsável técnico. No ERP você altera o valor da recorrência e pronto. O número novo aparece, o número antigo some, e não sobra nenhuma explicação para a mudança.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>Seis meses depois, na auditoria ou na renegociação, a pergunta é &quot;por que o valor mudou em março?&quot; e a resposta que existe é a memória de quem estava lá. Um \u003Ca href=\"\u002Fblog\u002Faditivo-de-contrato-de-prestacao-de-servicos\">aditivo formalizado com histórico versionado\u003C\u002Fa> responde a essa pergunta sozinho.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch2>Onde mora cada informação\u003C\u002Fh2>\n\u003Cdiv class=\"table-scroll\">\u003Ctable>\n\u003Cthead>\n\u003Ctr>\n\u003Cth>Informação\u003C\u002Fth>\n\u003Cth>Fica no ERP\u003C\u002Fth>\n\u003Cth>Fica no CLM\u003C\u002Fth>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003C\u002Fthead>\n\u003Ctbody>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Valor da recorrência e vencimento\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>espelhado\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Nota fiscal, imposto, boleto\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Inadimplência e conciliação\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Documento assinado e suas versões\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Trilha de auditoria da assinatura\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Cláusulas, SLA e obrigações\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Certidões do prestador e validade\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Aditivo, distrato e renovação com histórico\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Alerta de vencimento de contrato\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003Ctr>\n\u003Ctd>Horas apontadas por contrato, quando previsto\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>não\u003C\u002Ftd>\n\u003Ctd>sim\u003C\u002Ftd>\n\u003C\u002Ftr>\n\u003C\u002Ftbody>\n\u003C\u002Ftable>\u003C\u002Fdiv>\n\u003Cp>A coluna do ERP é curta e é assim que deve ser. Um ERP que tentasse fazer tudo da coluna da direita seria um ERP pior.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch2>O custo de redigitar\u003C\u002Fh2>\n\u003Cp>O trabalho duplicado é o sintoma mais visível, e o mais fácil de medir. Vale listar os pontos em que a mesma informação é digitada mais de uma vez numa operação típica:\u003C\u002Fp>\n\u003Col>\n\u003Cli>\u003Cstrong>Cadastro do cliente.\u003C\u002Fstrong> No CRM quando virou proposta, no documento do contrato quando foi redigido, no ERP quando foi faturar.\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>\u003Cstrong>Valor e condição de pagamento.\u003C\u002Fstrong> No contrato e no registro de cobrança.\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>\u003Cstrong>Vigência.\u003C\u002Fstrong> No contrato e no ERP, e quase sempre com regras diferentes de contagem.\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>\u003Cstrong>Reajuste.\u003C\u002Fstrong> No aditivo e no ERP.\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>\u003Cstrong>Encerramento.\u003C\u002Fstrong> No distrato e na desativação da recorrência.\u003C\u002Fli>\n\u003C\u002Fol>\n\u003Cp>Cada um desses pontos é uma chance de erro de digitação silencioso. Nenhum deles dispara alerta quando fica errado. É por isso que o erro típico não é dramático: é um contrato que ficou faturando três meses a mais depois de encerrado, ou um reajuste que nunca chegou na cobrança.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>Some a isso o custo escondido: em operações com dezenas de contratos ativos, alguém passa uma parte fixa do mês fazendo conferência manual entre planilha, contrato e ERP. Esse alguém raramente aparece na conta de &quot;quanto custa nossa gestão de contratos&quot;.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch2>Como espelhar as duas pontas\u003C\u002Fh2>\n\u003Cp>O modelo que funciona é o de uma fonte única por assunto:\u003C\u002Fp>\n\u003Cul>\n\u003Cli>\u003Cstrong>O contrato manda no que foi contratado.\u003C\u002Fstrong> Objeto, valor, vigência, cláusulas, assinatura, aditivos.\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>\u003Cstrong>O ERP manda no dinheiro.\u003C\u002Fstrong> Título, nota, imposto, recebimento, conciliação.\u003C\u002Fli>\n\u003Cli>\u003Cstrong>O espelhamento liga os dois\u003C\u002Fstrong>, e a direção importa: a mudança nasce no contrato e chega ao financeiro, não o contrário.\u003C\u002Fli>\n\u003C\u002Ful>\n\u003Cp>Na prática o fluxo fica assim: o contrato é criado a partir de um modelo, negociado com versões, assinado com trilha, e no momento em que fica vigente ele espelha cliente, valor, periodicidade e vigência para o ERP. Quando vier um aditivo, uma renovação ou um distrato, o ERP recebe a mudança de status em vez de esperar alguém lembrar de atualizar.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>O ganho não está no cadastro inicial. Esse todo mundo faz, mesmo na mão, porque sem ele não há faturamento. O ganho está na mudança, que é o momento em que o processo manual falha de verdade, porque ninguém trata a atualização do ERP como parte da assinatura do aditivo.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch2>O que o Contrasync faz aqui\u003C\u002Fh2>\n\u003Cp>O Contrasync é um CLM especializado em \u003Ca href=\"\u002Fgestao-de-contratos-de-prestacao-de-servicos\">contratos de prestação de serviços\u003C\u002Fa>. Ele não substitui o seu ERP e não quer substituir. Ele guarda o contrato (modelo, versão, assinatura, aditivo, distrato, renovação, compliance do prestador) e espelha contratos, clientes, cobranças e mudanças de status para o \u003Ca href=\"\u002Fintegracoes\u002Fconta-azul\">Conta Azul\u003C\u002Fa>, o \u003Ca href=\"\u002Fintegracoes\u002Fbling\">Bling\u003C\u002Fa> e o Omie. A conexão é feita pela própria empresa na aba Integrações, sem projeto de implantação.\u003C\u002Fp>\n\u003Cp>A Zelor, a IA do produto, ajuda na parte mais chata: mapear os campos entre os dois sistemas, apontar divergência entre o que foi contratado e o que está sendo cobrado, e explicar um erro de sincronização em linguagem simples. Toda ação de escrita exige sua confirmação. O cadastro é aberto e não pede cartão de crédito, então dá para ligar a integração e olhar o resultado antes de decidir qualquer coisa.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch2>Perguntas frequentes\u003C\u002Fh2>\n\u003Ch3>O Conta Azul faz gestão de contratos?\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Ele faz a gestão financeira do contrato: cobrança recorrente, nota fiscal, inadimplência, fluxo de caixa. Não faz a gestão do ciclo de vida do documento (modelo, negociação com versões, assinatura com trilha de auditoria, aditivo com histórico, compliance do prestador). São escopos diferentes, e para muita empresa pequena o ERP sozinho basta por um bom tempo.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch3>Dá para controlar contrato recorrente só pelo Bling?\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Dá, enquanto a única pergunta que você precisa responder for &quot;quanto cobrar deste cliente este mês&quot;. Quando começarem a aparecer perguntas como &quot;qual versão foi assinada&quot;, &quot;quando esse contrato vence&quot;, &quot;a certidão do prestador está válida&quot; ou &quot;por que o valor mudou em março&quot;, o ERP não terá onde guardar a resposta.\u003C\u002Fp>\n\u003Ch3>Preciso escolher entre ERP e CLM?\u003C\u002Fh3>\n\u003Cp>Não. Eles resolvem problemas diferentes e convivem bem quando cada um manda no que é seu. Se estiver em dúvida sobre qual categoria de ferramenta o seu problema pede, vale ler a comparação entre \u003Ca href=\"\u002Fblog\u002Fclm-erp-ou-assinatura-eletronica\">CLM, ERP e assinatura eletrônica\u003C\u002Fa>, porque comprar a categoria errada é o desperdício mais comum aqui.\u003C\u002Fp>\n",1784295372546]